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Fotografia Documental - ULBRA
Este blog tem o objetivo de compartilhar os trabalhos que fiz no Curso Superior de Tecnologia em Fotografia
Panorâmica de Porto Alegre
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sábado, 11 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Atelier de Escultura e Cerâmica
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Criança, a Alma do Negócio
Em um mundo constituído na sua maioria por países capitalistas, "consumir" significa estar inserido neste mundo. A publicidade é a ferramenta utilizada para aumentar cada vez mais o consumismo, sendo que o principal veículo de comunicação é a TV. As crianças brasileiras são as que mais assistem TV no mundo, sendo portanto, um alvo em potencial para a publicidade. Aliado a isto, existe a comparação entre elas, onde "ter" é sinônimo de "existir", de ser igual ou melhor que a outra criança. Outro problema é o aumento da obesidade infantil, causada principalmente pelo consumo elevado de açúcar e gordura inseridos em produtos como refrigerantes, bolachas recheadas, chocolates e salgadinhos.
Com o objetivo de frear este consumismo e proteger a saúde infantil, alguns países estão restringindo e até proibindo a publicidade de determinados produtos nos horários em que as crianças mais assistem TV. No momento, o Brasil não se encontra entre estes países, mas já existem manifestos e a esperança que em um futuro próximo este objetivo seja alcançado.
Fotografia Documental - ULBRA
sábado, 13 de novembro de 2010
Feira do Livro
sábado, 6 de novembro de 2010
Fotoetnografia
A fotografia é uma linguagem que possui suas próprias características, nem melhor nem pior que as outras, sendo apenas diferente. Podemos dizer que a linguagem escrita que mais se aproxima da fotografia é a poesia. Fotografar não é apenas refletir a realidade, mas é também reflexionar sobre ela e nela refletir-se. A própria realidade empresta suas formas aos fotógrafos, ao contrário do que acontece com os escultores, pintores e desenhistas, que têm de fazê-la com as mãos. Não existem fotografias que não sejam portadoras de um conteúdo humano. Toda fotografia é um olhar sobre o mundo, procurando dar significação a este mundo.
Fotoetnografia é a utilização da fotografia para registrar e compreender a cultura das pessoas. O domínio da técnica colocado a serviço do antropólogo é a condição primordial para a realização de trabalhos etnográficos. A interpretação antropológica começa pela coleta de dados em campo, seguida de uma análise aprofundada, aonde o gravador, a câmera fotográfica e a filmadora vieram se juntar ao tradicional bloco de notas. Em fotoetnografia, o fotógrafo deve pensar ininterruptamente na construção da imagem e no seu enquadramento, estando o suficientemente próximo para melhor observar a cena e o suficientemente longe para não interferir nos acontecimentos. Deve ser capaz de trabalhar os planos e principalmente, saber olhar. No plano etnográfico, a fotografia constitui uma reserva de documentos, permitindo conservar coisas que não se poderá mais rever. Mas as fotografias jamais devem ser utilizadas de forma isolada. Uma narrativa fotoetnográfica deve se apresentar na forma de uma série de fotos que estejam relacionadas entre si, compondo uma seqüência de informações visuais que darão significação ao conjunto.
Bibliografia:
ACHUTTI, Luiz Eduardo Robinson. Fotoetnografia da Biblioteca Jardim. Porto Alegre: Tomo Editorial, Editora da UFRGS, 2004.
Fotografia Documental - ULBRA
sábado, 23 de outubro de 2010
Ver sem Olhar
O filme “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, inicia mostrando uma pessoa que, de repente e sem maiores explicações científicas, se torna cega. Trata-se da "cegueira branca", na qual a vítima, ao invés de ver tudo escuro, vê tudo branco. A partir daí, esta cegueira se transforma em epidemia. O Governo, como atitude preventiva, confina as vítimas em um hospício, numa espécie de “quarentena”. Mas a medida não surge efeito. A única pessoa não contaminada é uma mulher. Mas ela se passa por cega para poder ajudar os demais e presencia o desespero de não poder ver, a fome, a sujeira e a violência que passam a fazer parte do cotidiano das pessoas. Certo dia, após uma briga entre grupos e guiados pelos dois únicos olhos que enxergam, os cegos conseguem fugir do hospício e passam a viver sem rumo na cidade. Depois de muitas cenas fortes, o filme termina transmitindo esperança, quando a primeira pessoa que ficou cega passa a ver novamente, sugerindo que as demais também terão o mesmo destino.
domingo, 26 de setembro de 2010
Conceito de Fotografia Documental
O conceito de "Fotografia Documental" é heterogêneo e apresenta muitas faces. Tem caráter de documento, fonte e até mesmo, de testemunho da história. É realista e comprova a existência de um fato. A Fotografia Documental tem a função de produzir reflexões sobre a sociedade do nosso tempo. Um projeto documental não acaba na produção de imagens. O que diferencia um projeto documental de um conjunto de imagens bacanas é o que o trabalho está propondo discutir. É necessário pensar sobre uma determinada situação e desenvolver isto no trabalho.
Fontes de Pesquisa:
Fotografia Documental - ULBRA
sábado, 25 de setembro de 2010
Fogo Farroupilha
Fotografia Documental - ULBRA
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| O "FOGO" é uma tradição gaúcha. |
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| Seja de chão... |
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| ...ou no fogão campeiro, ... |
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| ...que pode ser moderno... |
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| ...ou do tipo rústico, ... |
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| ...o importante é ter braseiro. |
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| Esquenta a panela de ferro... |
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| ...e assa o costelão. |
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| Aquece o sono do cusco... |
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| ...e a água do chimarrão. |
Fotografia Documental - ULBRA
sábado, 18 de setembro de 2010
Cegueira
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Tributo a Henri Cartier Bresson
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| Bresson |
É difícil falar em fotografia sem falar em Henri Cartier Bresson. HCB, como era conhecido, nasceu em 22 de agosto de 1908, na França. Formou-se em pintura e filosofia pela Universidade de Cambridge. Queria ser pintor, mas sob influência do surrealismo, optou pela fotografia. Seu instrumento de trabalho foi uma Leica 35 mm, câmera alemã que cabia na palma da mão. Foi considerado o pai do fotojornalismo. HCB e outros fotógrafos, entre eles Robert Capa, fundaram a Magnum, agência de fotojornalismo mais famosa do mundo e que defendia os direitos dos fotógrafos. Foi o primeiro fotógrafo ocidental a ter permissão para fotografar a URSS. Entre suas características estava a recusa em usar flash e filme colorido, uma rigorosa composição de imagem e defendia a importância do momento decisivo do “clic” para se ter uma grande foto. Seu livro mais famoso foi “Images à La Sauvette”. Dedicou-se a vários documentários e foi considerado “o olhar do século”. Aposentou-se da fotografia no início dos anos 70, voltando a dedicar-se ao desenho e à pintura. Morreu em agosto de 2004, na França, deixando uma série de imagens expostas pelo mundo.
Imagens de Bresson
| Iza Gare St Lazare Paris-1932 |
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| Hyeres France-1932 |
| Au Bord de la Marne-1938 |
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| Rue Mouffetard-1954 |
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| Solitudine-1947 Fontes de Pesquisa: -ASSOULINE,Pierre. Cartier Bresson - O olhar do século. Porto Alegre: L&PM, 2009. -Imagens da web Fotografia Documental - ULBRA |
sábado, 4 de setembro de 2010
A Cor
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| Anoitecer - São Leopoldo |
Foto p&b ou colorida? Para decidir, temos que levar em conta o tema da foto e o que queremos destacar. Na imagem acima, optei pelo colorido para salientar o céu azul pouco antes de escurecer e a luz alaranjada do Sol pouco antes de desaparecer, contrastando com o preto das zonas sem iluminação.
Fotografia Documental - ULBRA
Onde está a Beleza?
A beleza é pessoal e interpretativa. Ela está presente em tudo aquilo que faz bem ao nosso olhar.
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| Temporal - São Leopoldo |
A beleza da imagem acima está no contraste. O contraste entre o dia claro e as nuvens escuras. O contraste entre uma "bela imagem" e um "tempo feio". Enfim, o contraste entre a certeza de fotografar e a incerteza do que estava por vir...
Fotografia Documental - ULBRA
sábado, 21 de agosto de 2010
"Olhar e Ver"
Trailer do Filme "Nascidos em Bordéis"
São duas palavras diferentes, mas principalmente com sentidos diferentes.
São duas palavras diferentes, mas principalmente com sentidos diferentes.
Ao assistir o documentário "Nascidos em Bordéis", tive uma mistura de tristeza, considerando a situação em que vivem principalmente as crianças, com a satisfação de saber que estas mesmas crianças podem desenvolver certas habilidades, apesar da situação em que vivem.
Com uma câmera na mão e orientadas por uma fotógrafa, desenvolveram a arte de ver o seu cotidiano de uma maneira diferente. Aprenderam a desenvolver o "olhar", ou seja, interpretar tudo aquilo que elas enxergavam, transmitindo este sentido para a câmera. O olhar é pessoal e apesar de vermos a mesma cena, podemos interpretá-la de maneiras diferentes.
Apesar da miséria e da falta de estudos, vivendo no meio da prostituição e violência, conseguiram retratar o seu cotidiano e principalmente, olhar o seu cotidiano.
Aprender a desenvolver o olhar é quase tudo na fotografia, pois a técnica aperfeiçoamos com o tempo.
Fotografia Documental - ULBRA
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sábado, 14 de agosto de 2010
"A Janela da Alma"
Trailer do Filme "A Janela da Alma"
O filme “A Janela da Alma” trata de um documentário baseado na maneira com que pessoas com deficiência visual enxergam a vida, o mundo.
O filme “A Janela da Alma” trata de um documentário baseado na maneira com que pessoas com deficiência visual enxergam a vida, o mundo.
Neste documentário há depoimentos de personalidades de várias partes do mundo, que possuem desde problemas de miopia até cegueira, ou seja, desde aquelas que enxergam a vida um pouco embassada até aquelas que enxergam somente vultos ou as que simplesmente não enxergam nada. Cito, como exemplos, o escritor José Saramago e o fotógrafo Eugen Bavcar, que apesar de cego, faz retratos. Algumas cenas do filme aparecem sem nitidez, justamente para caracterizar o tema. O lado interessante do filme é a maneira com que cada pessoa supera a sua deficiência, sem deixar de viver e tão pouco sem deixar de olhar. Alguns sabem exatamente quantas curvas são necessárias para percorrer um determinado caminho e outros utilizam sons característicos de cada lugar. Um momento curioso do documentário e que me chamou a atenção foi quando um personagem relatou que preferia ver de óculos, pois estes emolduravam o que considerava principal. Usando somente lentes, ele achava que enxergava demais.
Para nós, fotógrafos, o “olhar” é fundamental. Olhar significa interpretar uma cena e isto é pessoal. Muitas vezes as pessoas vêem um mesmo cenário mas o interpretam de maneiras diferentes. No caso dos deficientes visuais, estes não enxergam mas conseguem olhar através de recursos alternativos, sentindo e interpretando aquilo que está à sua volta.
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| Movimento - ULBRA/Canoas |
Fotografia Documental - ULBRA
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